Renovação e continuidade

Por Publicado em:21/11/2020 | Atualizado em:24/11/2020 243

Na semana anterior, fizemos um editorial com o título “A importância da Continuidade”, em que defendemos a vitória do grupo que está no poder até o dia 31 de dezembro. Fizemos isso por entender que, nestes 16 anos, esse grupo fez administrações boas e que mudaram o perfil da cidade. Vamos aqui repetir o primeiro parágrafo do nosso editorial, para mostrar que não protegíamos ninguém, apenas expusemos nossa opinião, como vamos continuar expondo nesta edição e nas outras ao longo dos próximos anos, as nossas impressões após as eleições no último domingo. Na semana passada começamos o editorial assim:
Democraticamente, como deve ser, respeitamos a proposição de nomes a cargos públicos eletivos sem distinção de formação político-partidária, opinião e/ou visão administrativa. Não é pouco repetir que estamos em um país em que a democracia, que ainda pode e deve evoluir e amadurecer muito, impera, apesar das – idas e vindas – malfadadas galhofas do dirigente do País, um “louco”, despreparado e de postura ditatorial. E assim o sendo, entendemos que o status democrático nos leva a defender, como a Constituição determina, que qualquer cidadão em condição de votar pode ser votado, independentemente de qualquer postura, desde que seja íntegro, cumpridor dos deveres e das leis para com a sociedade e o seu país. Nesta linha de raciocínio, entendemos que as disputadas eleitorais como a que estamos vivenciando no momento e que terá desfecho no próximo domingo, 15, devem manter um nível de disputa em que o ponto principal seja a população do município, que é quem vai decidir e vai se beneficiar ou sofrer as consequências da escolha. E, assim, ficamos muito à vontade para opinar sobre a situação eleitoral de Itatiaiuçu, pois acompanhamos a cidade há cerca de 20 anos e muito de perto há 16 anos, com o jornal.
Assim, com esta introdução, expusemos nosso pensamento em relação às mudanças e/ou a continuidade na edição passada, dois dias antes da eleição. Defendemos essa continuidade por entender que a cidade ganhou muito nos últimos anos, o que é uma verdade, porém a população que é que tem a responsabilidade da escolha dos seus governantes. E decidiu pelo novo. Achamos isso natural, e como afirmamos no primeiro paragrafo do editorial anterior, que repetimos acima, o ponto principal da disputa tinha que ser a população. E foi. Uma coisa ficou evidente, a população decidiu pela mudança e mostrou isso de forma contundente, pois a diferença de votos foi de 100%.
No editorial anterior defendemos mesmo a continuidade, pois somos sabedores dos esforços do atual prefeito para avançar na qualidade de vida da população. Mas, se defendíamos essa continuidade, em momento algum fechamos nossas opiniões para a renovação. Se observado, no editorial passado, tecemos elogios ao candidato Adélcio, pois o conhecemos da farmácia desde que chegamos a Itatiaiuçu. Defendíamos a continuidade, sim, mas não temos nenhum problema em reconhecer a renovação como opção salutar dos eleitores. Agora são ideias novas, com propostas que devem vir ao encontro dos desejos da população. Não há como não dizer que a qualidade de vida na cidade é um diferencial conquistado nos últimos 16 anos, e que isso pode melhorar ainda mais, muito mais... A responsabilidade da dupla Adélcio e Romer, com a sua equipe de governo, é a de dar continuidade aos serviços oferecidos, propondo melhorias em todas as vertentes.
Acreditamos que, do mesmo modo que quisemos a mudança, a população também vai cobrar a realização das propostas apresentadas e continuar fazendo o seu papel de fiscal. Repetimos, Itatiaiuçu é privilegiada em se tratando de arrecadação e há muito ainda para fazer. O grupo que assume a partir de janeiro tem pessoas conscientes e preparadas e a maioria delas tem conhecimento do serviço público. Do mesmo modo que a continuidade facilita algumas ações, a renovação revigora os ânimos com inovações, com um novo olhar sob os serviços públicos. Passado o pleito, não há que ficar discutindo posições políticas, o que interessa é a cidade, a qualidade dos serviços oferecidos e o desejo da população em obter novas conquistas. O importante é que se trabalhe com seriedade em prol de todos, e não importam as posições políticas e muito menos o status social. As divergências políticas são naturais e salutares para uma democracia cada vez mais solidificada, isto é notório. E é bem como um post feito por alguém nas redes sociais, no domingo à noite: “O povo põe, o povo tira”. É uma verdade inconteste. E ainda bem que é assim...
Acreditamos na democracia e nos homens de boa vontade. Se defendemos a continuidade, defendemos também o sucesso da renovação. Os novos pensamentos, as novas ideias e um novo espírito administrativo são essenciais para novas conquistas. E assim deve ser e, acreditamos, será. Estaremos aqui, presentes, atentos, vigilantes, torcendo para que o novo governo venha a contemplar o povo com novos serviços e novas propostas que sejam salutares em prol da qualidade de vida de um todo, sem cor partidária e/ou pensamento político. O importante é a cidade. Temos a certeza que o olhar do novo grupo no poder é um olhar amplo e irrestrito. E viva a democracia.


Renilton Gonçalves Pacheco Jornalista/Editor
FOLHA do Povo
Itatiaiuçu e Itaúna

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Última modificação em Terça, 24 Novembro 2020 16:09

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